Ciúme
do sol beijando teu rosto.
Ciúme
do vento bajulando teus cabelos.
Quase
tive um ataque colérico,
Fúria
contra a natureza.
Olhar
pra você com tanta luz e cor chegava a ser absurdo,
Pintura
impressionista de Monet.
Quero
te desconstruir,
Tal
Picasso.
Pra
te montar de novo
No
quarto,
Na
penumbra.
Tateando
no escuro,
Colocando
cada parte sua num lugar seguro.
Onde
só eu possa alcançar.
Que
tal pedir ajuda a Rodin
Pra
também perpetuar nosso obsceno beijo,
Num
mármore raro vermelho.
Ou
então pra Kandinsky
Esconder
nossos impublicáveis segredos
Em
abstratas linhas e cores resistentes.
Botero
talvez me represente
Como
realmente sou
Pra
abrir teus olhos,
Tirar
você desse torpor.
Mas
prefiro continuar
Numa
tela de Dali
Absurdamente
surreal
Escorrendo
as horas aqui e ali
Pra
continuar a te reconstruir.
E
como Frida,
Construir
contigo um universo novo
De
amor à terra, à cultura, às gentes
De
dores sólidas
E
amores espelhados.
Viver
contigo eternamente num desenho na parede.
Eliane Rudey
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